Uma clínica de medicina do trabalho pode aumentar o número de atendimentos, conquistar novos clientes e faturar mais sem necessariamente melhorar seu resultado financeiro. Isso acontece porque acompanhar apenas o dinheiro que entra não revela quanto realmente permanece no negócio.
Segundo o Sebrae, a falta de planejamento e a má gestão financeira estão entre as principais causas de mortalidade dos pequenos negócios. A ausência de registros completos sobre entradas e saídas também dificulta saber se a empresa é realmente lucrativa. Uma publicação baseada em levantamento atribuído ao Sebrae aponta que 48% das micro e pequenas empresas encerram suas atividades por problemas relacionados ao planejamento financeiro e ao descontrole do caixa.
Nas clínicas ocupacionais, um dos pontos que podem comprometer essa visão é a falta de controle sobre os repasses financeiros para médicos, fonoaudiólogos, laboratórios, clínicas parceiras e outros prestadores.
Cada atendimento possui um valor cobrado do cliente, mas também pode gerar um pagamento para o profissional ou parceiro responsável pelo serviço. Quando essas informações ficam espalhadas em planilhas, agendas, mensagens e controles paralelos, o fechamento financeiro se torna mais demorado e sujeito a erros.
A clínica pode pagar um valor incorreto, deixar um repasse pendente, duplicar um pagamento ou não perceber que o custo do prestador aumentou enquanto o preço cobrado do cliente permaneceu igual.
O resultado é uma situação comum: a agenda está cheia, o faturamento parece positivo, mas a margem diminui sem que o gestor consiga identificar exatamente onde está o problema.
O problema dos repasses não está apenas no valor pago ao prestador, mas na falta de comparação entre esse custo e o preço cobrado do cliente.
Imagine que uma clínica cobre R$ 60 por uma audiometria e repassa R$ 35 para a fonoaudióloga. A diferença de R$ 25 ainda precisa cobrir impostos, equipe administrativa, estrutura, materiais e demais despesas relacionadas ao atendimento.
Agora considere que o valor do repasse foi reajustado para R$ 40, mas o preço cobrado do cliente permaneceu igual. A clínica continua realizando o mesmo serviço e faturando os mesmos R$ 60, porém sua margem foi reduzida em R$ 5 por atendimento.
Em 300 audiometrias realizadas no mês, essa diferença representa uma redução de R$ 1.500 na margem da operação.
Esse tipo de perda pode passar despercebido quando os preços dos clientes ficam em uma planilha, os valores dos prestadores em outra e os atendimentos realizados precisam ser conferidos manualmente. A agenda permanece cheia e o faturamento continua crescendo, mas o resultado financeiro diminui.
O primeiro passo é definir previamente quanto será pago a cada profissional ou prestador por serviço realizado. Caso existam valores diferentes por procedimento, unidade ou parceiro, essas regras precisam ser registradas separadamente.
Depois, cada atendimento deve ser relacionado ao respectivo prestador. Dessa forma, o fechamento deixa de depender da memória da equipe, de mensagens ou de relatórios enviados pelos próprios profissionais.
Também é importante revisar periodicamente três informações:
À medida que a clínica cresce, realizar esse controle manualmente se torna mais difícil. No Sistema ESO, por exemplo, é possível configurar repasses personalizados para os prestadores e acompanhar os valores a partir dos serviços realizados.
Isso facilita a conferência no fechamento e ajuda a identificar situações em que o custo do atendimento aumentou, mas o preço cobrado do cliente ainda não foi atualizado.
A melhor ferramenta para controlar os repasses não é necessariamente aquela que possui mais recursos, mas a que consegue relacionar os valores pagos aos prestadores com os serviços efetivamente realizados pela clínica.
Antes de escolher um sistema, verifique se ele permite cadastrar regras de repasse por profissional ou prestador, identificar quem executou cada procedimento e calcular os valores com base nos atendimentos registrados. Também é importante que essas informações estejam conectadas ao restante da gestão financeira, evitando a necessidade de conferir agendas, mensagens, relatórios e planilhas separadamente.
Uma ferramenta adequada deve permitir que o gestor acompanhe:
Outro critério importante é a possibilidade de acompanhar o desempenho financeiro além do saldo disponível em caixa. Recursos como fluxo de caixa, extrato, controle de receitas e despesas, faturas, itens faturados, DRE e DFC ajudam a entender se o aumento dos atendimentos está realmente gerando lucro ou apenas elevando receitas e custos na mesma proporção.
No Sistema ESO, por exemplo, os repasses aos prestadores podem ser acompanhados junto aos serviços realizados e às demais informações financeiras da clínica. Com os dados centralizados, o fechamento deixa de depender de diferentes controles e passa a utilizar informações registradas dentro da própria operação.
Portanto, ao avaliar uma ferramenta, procure uma solução que não apenas registre pagamentos, mas que permita comparar faturamento, repasses e despesas. Essa visão integrada facilita a conferência dos valores, a revisão dos preços praticados e a identificação de serviços com margem abaixo do esperado.
O que é repasse financeiro em uma clínica ocupacional?
É o valor pago pela clínica aos profissionais, laboratórios, clínicas parceiras ou outros prestadores envolvidos na execução dos serviços.
Como controlar os repasses dos prestadores?
Registre previamente os valores acordados, relacione cada atendimento ao prestador responsável e faça uma conferência antes do fechamento e do pagamento.
Como saber se um exame é lucrativo?
Compare o preço cobrado com o repasse, os impostos e os demais custos da operação. O valor que sobra após essas despesas representa a margem do serviço.
Quais problemas a falta de controle pode causar?
Pode gerar pagamentos incorretos, repasses pendentes, divergências, perda de margem e dificuldade para compreender o resultado financeiro da clínica.
Como um software ajuda na gestão dos repasses?
Um sistema centraliza serviços, valores e movimentações financeiras, reduzindo controles paralelos e facilitando a conferência dos pagamentos. No Sistema ESO, o controle de repasses pode ser acompanhado junto às demais receitas e despesas da operação.
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